11 inicial: Enke; Miguel ; Luisão ; Ricardo Rocha ; Leo ; Petit ; Rui Costa ; Katsouranis ; Simão ; Cardozo ; Nuno Gomes
Banco: Quim ; David Luiz ; Maxi Pereira ; Karagounis ; Tiago ; Miccoli ; Geovanni



Na baliza Enke, que no inicio da década defendeu superiormente a baliza de uma equipa muitas vezes cheia de jogadores com pouca qualidade para defender aquela camisola. O Enke era soberbo, sempre com aquele ar imperturbável na baliza, parecia estar sempre imune a tudo e defendia muitas vezes o impossivel. Infelizmente a vida acabou por ser madrasta com ele depois de sair do nosso país. No banco deixo o Quim, apesar de gostar mais do Moreira, o Quim acaba por estar ligado a muitos bons momentos da ultima década, as lesões e problemas do Moreira retiraram-lhe uma carreira impar, não tenho duvidas, mas o Quim num estilo mais discreto já deixou a sua marca. Na direita o "cowboy" Miguel, que principalmente no ano do título foi absolutamente imperial, prefiro sempre recordar o que fez dentro do campo, uma vez que fora dele toda a gente sabe a sua tendência para a asneira. Os centrais são uma dupla de guerreiros, o inevitavel Luisão e o Ricardo Rocha. O brasileiro é incontornável, o seu percurso já vai longo de manto sagrado vestido, aquela careca deu-nos um campeonato suadissimo e uma festa monumental, muitas vezes criticado sempre respondeu a isso com classe e trabalho ; e o grande Ricardo Rocha, com quem troquei inesqueciveis mensagens no Hi5 em plena caminhada para o título ( e sim era o verdadeiro R.Rocha ). No meio campo o pitbull Petit, enorme raça e empenho, fundamental durante vários anos, dele recordo um golo de sonho ao Paris Saint Germain na Luz comigo no estádio, numa eliminatória da Taça Uefa ; ao lado do 6 o grego Katso e o Maestro Rui Costa, do primeiro guardo um trajecto sempre muito regular no BENFICA, importante e muito útil à equipa, nomeadamente na primeira temporada em que até dotes de goleador revelou, e do Maestro nem preciso de escrever muito, poder ve-lo acabar a carreira com a classe com que o fez de vermelho vestido vale só por si a entrada directa neste onze. No ataque a escolha não era fácil, embora Simão e Cardozo fossem indiscutiveis. Para os acompanhar optei pelo Nuno Gomes, embora Miccoli também o pudesse merecer. Escolhi o 21 por tudo aquilo que representa para o clube, e pelo trajecto de muitos mais anos do que o italiano no BENFICA, nesta década o Nuno Gomes ganhou todos os títulos em Portugal, marcou os primeiros golos da Nova Catedral e ultrapassou a marca mitica dos 150 golos ao serviço do clube ( tem actualmente 161 ). O Simão estar neste onze era imperativo, foi de longe o melhor jogador destes ultimos dez anos, esteve em todos os momentos mais altos, aquele golo em Liverpool entrou directamente para a galeria dos imortais, e o Tacuara Cardozo tem por hábito fazer aquilo que interessa, ou seja, golos de todas as maneiras e feitios. Recordo os seus primeiros tempos na Luz, em que assistia em plena bancada aos assobios constantes e dúvidas dos treinadores de trazer por casa em relação ao paraguaio, que em dois anos e meio já leva mais de 50 golos de águia ao peito. No banco deixo para além do referido Quim, os defesas Maxi Pereira e David Luiz, que a continuar assim se candidatam a passos largos de figurarem num próximo onze de eleição. O uruguaio é daquelas máquinas de trabalho e dedicação, e o David Luiz é um jogador à BENFICA, de alma e coração e que por mim jamais sairia do clube, só não está neste onze porque entendo que o melhor deste menino ainda está para vir. Ao seu lado no banco estão também Tiago e Karagounis, dois médios com passagens demasiado curtas pelo BENFICA, o primeiro tornou-se um saltimbanco do futebol, já com passagens pelo Chelsea, Lyon e Juventus, foi decisivo naquela equipa que levantou o BENFICA e ganhou a Taça de Portugal ao Porto do Mourinho. O Karagounis era pura classe, a bola ficava colada aos pés daquele grego, que pecava por ser muitas vezes irregular. Para completar a convocatória o Soneca Geovanni que nos grandes momentos não facilitava e dava sempre um ar da sua graça, tinha tambem aquele saudável hábito de marcar à lagartagem. Alguns outros nomes poderiam ter feito parte das escolhas, incluindo da actual equipa, como Saviola, Ramires, Javi Garcia que têm estado a um nível altissimo, mas estão apenas há meio ano no clube. Espero que daqui a dez anos possa estar aqui a escolher novo onze, e que a selecção seja mais complicada fruto de grandes equipas e muitos títulos conquistados :)

Bem agora podem-me colocar as perguntas que bem entenderem, bastando para tal carregar aqui

E pronto, 2009 já partiu e 2010 já teve os seus primeiros momentos. O ano que terminou levou com ele tanta coisa e para mim pessoalmente não deixa grande saudade. Não foi um ano fácil em muitos aspectos da minha vida pessoal, trouxe incertezas, angustias, problemas mais sérios que outros, ilusões e grandes desilusões, enfim alguns momentos dificeis, num ano que como paradoxo, tinha começado tão bem. Foi um ano de intensas experiencias e de viragem na forma de ver e sentir muita coisa, permitiu-me crescer e dimensionar outros objectivos. No seu final alcencei um dos mais importantes, algo que tinha ficado pendurado anos atrás e que foi atingido, falo do meu 12º ano, preso pela Matemática há anos e que finalmente ficou ultrapassado. Foi um pequeno/grande passo na minha vida, algo que me deixou orgulhoso, surgiu de facto de momentos e de uma pessoa que sem duvida mudou e muda a minha vida. Acredito firmemente que foi um passo que vai ter continuidade, que me vai permitir tornar reais outras ambições. 2009 foi por vezes longo longo, com meses que pareceram intermináveis, o Verão,por exemplo, foi algo penoso para mim, bem diferente de muitos outros. Os ultimos dez meses foram lentamente retirando a magia especial que existia, a cumplicidade sublime, tantos e tantos instantes preciosos, essa perda foi cruel e dolorosa, deixou marcas que não passam de ânimo leve, mas que no final não conseguiram destruir o encanto, a ilusão e os sonhos que ainda por aqui habitam. Sou pessoa de lutas, e aquelas que se tornam mais duras são as que mais gosto de lutar. 2009 foi um ano agri-doce no mundo da bola, O meu GLORIOSO na primeira metade do ano menos bem ( o BENFICA nunca está mal :) ) cheio de problemas, bem aquela ida à Luz para ver o jogo com o Trofense foi dos momentos mais tristes naquele estádio; e a segunda metade do ano com grande ilusão, fruto de futebol de classe, golos, garra e determinação, de uma equipa treinada por alguém que confesso não estava nas minhas escolhas. Na bola cá do cantinho foi o contrário, uma primeira parte do ano com grandes momentos de um reviravolta de categoria, e um final de ano penoso, com a ausencia de vitórias e o ponto mais negro naquele dia fatidico de Coimbra.
2009 foi embora, e não sendo o tal ano que procuramos sempre nas previsões dos astrólogos e afins, foi mais um ano que me permitiu estar ao lado de bons amigos, da familia, que me deu boas gargalhadas, boa saúde, bons e unicos momentos e saí dele com a força necessária para encarar 2010 com ambição e vontade de o tornar um ano inesquecivel. Vamos a ele...
PS- Tinha escrito as linhas acima na noite anterior ao primeiro jogo oficial do ano, o nosso regresso às vitórias e o meu regresso aos golos. Parece que 2010 entrou a sorrir :)

Perguntinhas da algibeira

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